Lágrima Seca

Júlia Ribas | Lágrima Seca
Júlia Ribas | Lágrima Seca
Júlia Ribas | Lágrima Seca

Júlia Ribas, cantora, compositora e educadora, mineira de sangue barranqueiro, filha de Marku Ribas, teve sua carreira teve grande reconhecimento nacional e internacional (Alemanha e Áustria), sobretudo após o lançamento do disco Brasiliando, gravado em 2005.

Apesar da carreira musical, o projeto Lágrima Seca não procura refletir somente a grandiosidade da musicalidade da artista. Ele apresenta uma realidade cotidiana de muitas mulheres que sofrem violência e que agonizam diante do machismo. Para dar sonoridade ao clamor feminino por liberdade e valorização, e transfigurar o processo doloroso em arte, surge Lágrima Seca.

Em 2012 Júlia passou por situação de violência contra a mulher, perda espontânea de uma gestação e abusos de privacidade. Depois do apoio de familiares e amigos, rompe com a estado de agressão, se distancia da toxicidade do machismo e de manipulações religiosas. Isso significou uma incursão por reencontro com sua feminilidade que se deu no sertão cearense, quando Júlia pôde mergulhar numa vivência de narrativas semelhantes as quais viveu.

Após partida do pai, devido um câncer no pulmão, mudou-se para o sertão do Ceará divisa com Piauí. Inúmeras histórias e vivências desta época estão expostas em seus poemas. Em 2017, retorna a sua terra natal em MG, e Júlia recomeça a escrever novos traços poéticos, já com a filha Rute nos braços se apresentando a novas e gigantes possibilidades no avanço da escrita e anúncio da vida após a dor!

Nasce então os poemas como palavras casadas, dançando entre si, ilustrando parte destas vivências, numa proposta de formato livreto em estética e ilustrações que elucidarão um pouco os traços da arte cordelística. Lágrima Seca trata-se de um projeto para consolidar trajetórias: da música para a agonia, da dor para o texto, do texto para a arte.